sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ROUPARIA BRECHÓ


 BRECHÓ ROUPARIA - UMA DELÍCIA!











AS DONAS SÃO SUPER SIMPÁTICAS ! E AS ROUPAS BEM ESCOLHIDAS! APROVADO! 315 NORTE

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A "NOVA" MODA DE ESCREVER LIVRINHOS DE SACANAGEM PARA DONAS DE CASA (VOCES SE LEMBRAM DE SABRINA)

Essa moda de escrever livros de sacanagem (proto sacanagem também vale) para donas de casa não é novidade. Há muitos anos já era normal ver donas de casa folheando escondidas e empregadas domésticas folheando abertamente as revistinhas eróticas de banca como Sabrina, Bianca ou Julia com suas histórias picantes de amores proibidos, sensuais e eróticos entre moçoilas e heróis sexies...
Inclusive o cara que fazia as capas ficou famoso pois fez não sei quantas mil capas destas revistinhas. Elas alimentavam este lado sexual e erótico mal muitas vezes mal resolvido e pouco estimulado da maioria das mulheres e assim vendiam como água.
Agora, anos depois,surgem umas publicações "chiques" metidas e intelectuais e "inovadoras" com temáticas eróticas mas que tratam de coisas "novas" como sadomasoquismo, submissão sexual, taras e fetiches.
Não verdade nada mudou e ainda se trata de entreter de maneira superficial e boba as donas de casa ou solteiras que não se conheceram sexualmente e nem foram estimuladas para a atividade sexual em diferentes nuances de cinza, azul, amarelo ou qualquer cor que seja. 
E tampouco quer dizer que vamos nos tornar mais evoluídas sexualmente e de uma hora pra outra passar a falar de sexo naturalmente e não como um tabu das rodinhas de amigas.
Entretanto o que eu consigo ver nisso tudo é principalmente o quanto o sexo reflete o tempo que o homem, neste caso a mulher, vive. Nos anos 70 e 80 vivíamos a libertação sexual mas ainda tínhamos um pensamento bem romântico do amor, fruto dos idos anos 50/60. 
Queríamos sexo (um sexo mais convencional,é verdade) mas queríamos muito mais o amor, muito amor e sim, muiiiiito romance com final feliz, beijos e abraços demorados. Assim os parceiros sexuais destas mocinhas de livrinhos brochura eram fortes, protetores, carinhosos, românticos, de cabelos compridos, camisas abertas e palavrório doce e meloso. 
Com tiragens que passavam de 600 mil exemplares por mês esses livrinhos influenciaram gerações de mulheres que buscavam ali o romance e o tesão que não conseguiam expressar nem encontrar na cama.
Agora, entretanto, o foco parece ser outro. Vemos mulheres que leem histórias da protagonista que busca se realizar como escrava sexual de um homem dominador e sádico, o Sr Grey (oh grey é cinza em inglês, que criativo ...), e assim buscam uma nova "estética" do amor moderno. Um amor onde primeiro você quer sexo, sexo forte, pegada forte e depois...depois voce quer amor! Assim o que a gente pode concluir?
Que as mulheres não mudaram! Continuam com dificuldade de se expressar sexualmente, continuam considerando certas manifestações sexuais um tabu, continuam buscando situações que no final das contas levam a um amor romântico, mesmo que tenha sido iniciado na base da porrada, do sado maso, da humilhação...
Recomendo a leitura de Anaís Nin, esta sim verdadeiramente a frente do seu tempo, dando uma conotação linda, forte e onde a mulher é quem desfruta da descoberta do seu sexo ativamente, se libertando sexualmente e emocionalmente. 
Vale a leitura!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PAREM DE SE ODIAR! VAMOS AMAR MAIS! POR FAVOR! SALVEM AS CRIANÇAS DESSE ODIO! SALVEM AS CRIANÇAS!

MEU CORAÇÃO ANDA MOÍDO PELA TRISTEZA...
VENDO ESTAS CENAS CHOCANTES, TERRÍVEIS DE UM ATAQUE QUIMICO À SYRIA PENSO O QUANTO ESTAMOS ODIANDO NOSSO PROXIMO, EM VEZ DE AMAR.
PAREM DE SE ODIAAAAAAAAAAAAAAAAR PAREM AGORA ! DEEM UMA CHANCE AO AMOR!


MEU DEUS..PARA ONDE CAMINHA ESSE SER HUMANO QUE DESTROI A VIDA COMO SE ELA NADA SIGNIFICASSE? SERÁ QUE DEUS PERMITIRÁ QUE O HOMEM CONTINUE A PROMOVER MATANÇAS QUE VÃO MUITO ALEM DESTE TERRÍVEL MASSACRE? QUANTOS MORREM PELA VIOLÊNCIA URBANA, INTOLERÂNCIA, EGOÍSMO, IGNORÂNCIA...

MAS O ÓDIO É UM DESTES SENTIMENTOS QUE, QUANDO MATA, PROVOCA MAIS MORTES AINDA ...

PEÇO A DEUS QUE TENHA PIEDADE DE NOSSAS ALMAS E QUE ESTE ANO TERMINE LOGO, PORQUE A SERPENTE, QUE REGE O ANO DE 2013 NÃO DEVERÁ MAIS DEVORAR NOSSAS ALMAS... OU AINDA TEREMOS SURPRESAS TRISTES COMO ESTA?  REZO A DEUS QUE NÃO! POR FAVOR DEUS, TENHA PIEDADE E NÃO PERMITA QUE MAIS CRIANÇAS MORRAM.

AMÉM

PS...TODOS NÓS SOMOS CRIANÇAS EM DETERMINADO NÍVEL MAS OS INOCENTES, QUE NEM COMEÇARAM A VIVER SUAS VIDAS ESTES SÃO AS MAIORES VÍTIMAS DO ÓDIO. NÃO AGUENTO MAIS...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Suspirando de amor...

Suspirando de amor...
O coração é realmente um orgão burro...burro, cego, surdo...não entende o lógico, não vê o obvio, não ouve a razão...
Toda vez que me pego suspirando enquanto assisto um filme de amor, fico boba de ver o quanto, mesmo diante dos anos de experiência, mesmo diante de tombos e eventuais tentativas frustradas, ou ao perceber que o investimento no amor tem sido maior do que deveria pois não há retorno, mesmo assim insisto em querer esse tal amor...

E flores, e palavras doces, e suspiros dobrados, e olhos nos olhos, e sorrisos bobos, e suores e gemidos, e sonhos compartilhados, e dançar coladinho, e querer ficar junto, se possível, por muito tempo mesmo...







Sem dúvida toda hora que vejo esses filmes cheios de amor me dá vontade de chorar...são tão românticos...e claro, tem sempre alguem chorando vendo um filme dentro do filme...vide Sintonia de Amor por exemplo...
Estão lá vendo um filme e nele se passa um outro filme chamado Afair to Remember ...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO DE PESSOAS SURDAS





TRABALHO DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO DE PESSOAS SURDAS
ou
SER INTÉRPRETE É AMAR AO PRÓXIMO, SURDO OU OUVINTE, COMO A SI MESMO.

INTRODUÇÃO 

Através deste estudo vamos apresentar o trabalho desenvolvido pelo Instituto Nossa Senhora do Brasil de assistência à comunidade surda de Brasília. 
O INOSEB oferece à comunidade de deficientes auditivos, composta por crianças e adolescentes, jovens e adultos, das camadas populares do Distrito Federal, formação cidadã com conteúdos voltados à inclusão social com vistas ao fortalecimento do protagonismo dos mesmos em grande medida a emancipação do círculo de pobreza vivenciado por várias gerações. Oferece ainda, instrumentos e dispositivos para conhecer, compreender, e intervir na realidade de forma individual e coletiva, assumindo os espaços sociais de participação e controle social, promoção do acesso a bens culturais e sociais, a valorização da cultura local.
Os projetos se dão na forma de assessoramento e garantia de direitos, através de cursos e atividades coletivas, com a participação de parceiros em potencial. Desenvolve projetos no intuito de estabelecer o espírito de troca necessária para uma consciência voltada para a autonomia do sujeito de direito. O olhar do facilitador de cada atividade procura possibilitar a aproximação dos deficientes auditivos com a realidade do Distrito Federal e adjacências, bem como para o cenário nacional.
Nesse sentindo, a entidade ao longo de sua atuação, vem estabelecendo parcerias e articulações com as redes socioassistenciais e socioeducacionais locais para potencialização e ampliação de participação dos sujeitos de direito nos projetos em questão.
Em censo realizado em 2010 registrou-se no Distrito Federal uma população de 2.570.160 habitantes sendo que em amostragem relativa a quantidade de pessoas com deficiência auditiva constatou-se que 104.825 apresentam desde alguma dificuldade auditiva até a total surdez. Também podemos constatar que existem mais mulheres surdas que homens surdos na zona urbana e mais homens surdos que mulheres surdas na zona rural. 

METODOLOGIA

Foi feita uma pesquisa na internet a procura por institutos, colégios e entidades que atendessem pessoas com deficiência auditiva (surdez) e desta maneira entrei em contato com o Instituto Nossa Senhora do Brasil que se localiza na SEPS, entrequadras 714/914 Sul - Asa Sul – Brasília - DF. Através do site do Instituto pude conhecer os objetivos e o perfil desta entidade sem fins lucrativos e por telefone agendamos entrevista com uma das Irmãs que são responsáveis pelo atendimento aos surdos do Instituto.
Marcada para o dia 06/06/2013 a entrevista foi concedida por Irmã Maria, responsável pela parte administrativa da Instituição e com grande prazer obtivemos diretamente e através dela informações relevantes para enriquecer o conteúdo desta atividade.
Através da internet tive acesso às informações do IBGE e alguns artigos jornalísticos a respeito da quantidade de surdos no Distrito Federal. 





RESULTADOS

Nome da instituição: 

Instituto Nossa Senhora do Brasil é uma Filial do Instituto Santa Terezinha das Irmãs Calvarianas. Através do instituto Santa Terezinha, que foi pioneiro no trabalho com surdos no Brasil, procurou-se expandir o atendimento aos surdos e foi criado assim o Instituto Nossa Senhora do Brasil.
O Monsenhor Vicente de Paulo Penido Burnier, o primeiro padre surdo da América Latina e do Brasil, e segundo do mundo, indicou a vinda para Brasília já que, na época de sua criação, a nova capital não contava com nenhum tipo de assistência para pessoas com esse tipo de deficiência. 
Ele se destacou por fundar 18 pastorais dos surdos no Brasil e três pastorais fora do país.
O que faz a instituição? 

Dá assistência social aos surdos mas não educacional, não possui uma escola de surdos (somente no Rio e em São Paulo). No início haviam internas surdas, que estudavam em escolas regulares. As irmãs faziam a simulação da fala, oralização. Mas depois o processo se transformou pois perceberam que o caminha de oralização não seria o correto, surgindo o projeto de acesso total e de ensino e uso de Libras.
As irmãs fizeram parceria no CEAL.
Irmã Helena e Irmã Iolanda foram as pioneiras do INOSEB. Irmã Helena é conhecida por conseguir ensinar o surdo a falar e escrever com imensa facilidade sendo que mesmo com idade avançada ainda exerce atividade como professora de crianças surdas no INOSEB. 
O reforço escolar que era oferecido pela instituição não pôde mais acontecer pois os estudantes surdos eram obrigados a ir à rede pública para ter este acompanhamento então o INOSEB tirou o foco no reforço e passou a atuar em uma área mais social.
Começou uma pastoral de surdos em 1982. Os surdos ficavam no CEAL(orientados por padres pavonianos) mas após algum tempo ficavam sem atividades mas não tinham mais referencia ao terminar os estudos lá e então foi criado o crisma no INOSEB e com ela a catequese. 

Quem são os participantes (público)? Qual nível de surdes predominante? 

Os participantes são surdos, surdos cegos e a maioria em grau de surdez profunda. Também atendem aos familiares dos surdos.
Um dos grandes problemas é o sentimento de exclusão ou dificuldade de relacionamento dos surdos na própria família . Algumas famílias que superprotegem, outras que abandonam e os que assumem de uma maneira mais lúcida e madura são raros.
Buscam dar essa assistência familiar e o fato de serem religiosas ajuda a serem mais aceitas e ouvidas.
Tinham uma parceria com a FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos) para ensinar Libras., os horários não abrangiam a demanda e foi criado um curso em horário alternativo aos sábados. Enfrentam dificuldade em encontrar profissionais para atender aos surdos como pedagogos, psicólogos, etc, pois precisam de pessoas que saibam Libras para estabelecer contato com os surdos. Irmã Maria destaca ainda que no aprendizado de Libras entra muito a questão emocional pois o intérprete deve ser tocado pelo lado afetivo e se coloca no lugar do surdo, se envolver. 





Quantos surdos frequentam esse espaço ou Instituição?

Por sábado são 80 a 100 surdos, mas só sabem dizer mesmo a quantidade em dias de festa quando aparecem muitos surdos “sumidos” para festejar e comemorar. Tem 300 surdos, em média, que são atendidos diretamente. O surdo é difícil de ser cadastrado pois não sabe endereço, telefones. Alguns surdos sabem libras, mas eles esquecem muito das coisas e a assistente social não sabem Libras o que obrigada as estagiarias a aprenderem Libras para ajudar. Irmã Helena não sabe libras, mas ela se faz entender e também ajuda neste atendimento, dentro do possível. 

Qual trabalho desenvolvido para acolher e incluir os surdos? 

Existem pelo menos 10 projetos na instituição de inclusão, garantia de direitos, valores, ética etc.
Entre eles podemos citar:
  • Projeto de encaminhamento ao mercado de trabalho: ajudar a fazer um currículo, preparam um mural de empregos, dá formação na área profissional, cursos internos e externos.
  • Projeto do centro de convivência: Palestras de formação para famílias surdas ou casais ou ouvintes que estão se relacionando com surdos nos sábados à noite. 
  • Projeto de valores: A instituição é a casa deles e como um lar existe um grupo de voluntários que trabalha valores éticos e morais para uma boa convivência entre eles próprios e entre eles e a sociedade em geral.
  • Projeto da alimentação quando surdos carentes que vem almoçam e voltam para escola.
  • Projeto de inclusão digital e este professor em mantido por doações. 
  • Projeto de apoio a gestante surda carente, enxoval feito para as crianças. Fazem o pre natal mas nos postos de saúde não é dada orientação adequada a gestante surda. 
  • Projeto do curso de fotografia para surdos que também é voluntário. 
  • Projeto de formação de lideranças surdas, aproveitam surdos que já são líderes e fazem catequese para repassar o conhecimento. 
  • Projeto de formação de interpretes: são voluntários, trabalhando a motivação para servir o surdo e aprofundar o conhecimento de Libras. 
A entidade foi pioneira com trabalho com surdos e assim a procura por assistência é grande pois ela é uma referência. Os responsáveis escutam e dão orientação: algumas pessoas vão ser atendidas pela entidade outras são orientadas para procurarem assistência em outros lugares mais adequados. 
O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) obriga o atendimento a todos que chegam a procura de ajuda e orientação mas para Irmã Maria há, antes de tudo, o aspecto do amor ao próximo, de se colocar no lugar do surdo, da missão religiosa que faz com que a Entidade atenda aos surdos com o carinho que merecem. Muitos chegam com intenção de aprender Libras por questões meramente profissionais mas com o tempo há um envolvimento de amor e compaixão.











Se há presença de intérprete? 

Os interpretes são voluntários. Mas nem sempre são necessários. A instituição vive de doações, alugueis das salas, a alguns eventos para arrecadação de dinheiro. Com 44 anos de existência no DF a casa foi construída com doações.
As pessoas doam regularmente e isso dá uma certa segurança financeira (embora eu tenha observado que as instalações são simples e não nenhuma demonstração de ostentação por parte das freiras, antes de tudo elas ostentam muito amor no coração). Entretanto as famílias dos surdos são as que menos ajudam (excetuando durante festejos com arrumação de barracas, doação de alimentos etc) os que mais ajudam são pessoas de fora da comunidade surda mas que tem uma ligação e conhecem o trabalho das irmãs calvarianas. 


Quais as formas que utiliza para comunicação com os surdos? 

Libras na conversa normal mas há os que leem bem e surdos que fazem leitura labial. Assim as irmãs quando se comunicam com os surdos fazem uso de Libras, oralidade e também subtitulos quando necessário. Também usam as redes sociais como o Facebook, mensagens de celular (que tem uma linguagem toda peculiar escrita para surdos) e email. Têm um blog e um site que estão desatualizados. Gostariam que os surdos usassem e alimentassem o blog se tornando cada dia mais protagonistas de sua vida. 

CONCLUSÃO

Através deste estudo tive a oportunidade de conhecer o trabalho das irmãs calvarianas do INOSEB. Maravilhoso e cheio de amor, mostra as dificuldades enfrentadas por essa entidade que conta com pouco apoio financeiro e que ajuda a tantas pessoas surdas.
Concluo que nem sempre o surdo tem consciência de que deve lutar e procurar o máximo possível estudar e se livrar do jugo de sua ignorância e das limitações que são muito mais impostas pela sociedade e por si mesmos do que por sua deficiência. Por isso a importância de entidades com a INOSEB na formação de Interpretes verdadeiramente comprometidos com a comunidade surda e seu desenvolvimento como cidadãos e seres humanos plenos.



FONTES EANEXOS 





PORTA DA FRENTE DO INSTITUTO NOSSA SENHORA DO BRASIL





PORTA DE ENTRADA PARA ÁREA ADMINISTRATIVA DO INOSEB COM UMA MENSAGEM SIMPÁTICA AOS QUE LÁ CHEGAM!

DETALHE DA PORTA – AVISO EM LIBRAS – TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS:
AULA DE LIBRAS – DAS 14 A 17 HORAS AOS SABADOS



terça-feira, 28 de maio de 2013

RESENHA DO FILME - SOMOS TÃO JOVENS



Contexto Cultural e Linguagem

RESENHA DO FILME - SOMOS TÃO JOVENS

Agnes E...Lordelo

            Assistindo ao filme Somos tão Jovens do diretor Antonio Carlos da Fontoura vi a minha juventude saltando das telas na dança frenética de Renato Russo. Já não me lembrava mais da cara desta Brasília dos anos 70/80 que tanto contribuiu para a construção da identidade do Rock nacional e com a qual tive oportunidade de conviver durante uma parte de minha adolescência. É um filme envolvente, que conta a trajetória da criação de uma das maiores bandas de Rock que já tocaram no Brasil e mais ainda, é um filme que conta a história de Renato Russo, em plena juventude, o criador do Aborto Elétrico e depois desta incrível Legião Urbana e que mostra sua inquietude constante e contestadora.
            O filme mostra Renato com um jovem culto, tímido, que sofria bullying no colégio onde estudava por causa de seu jeito "esquisitão". Ele era apaixonado por suas ideias e por seus poucos amigos e explode nesta juventude transviada e transmutada, apaixonada pelo punk inglês e inventando seu próprio som, cercada por uma cidade recém-nascida e ainda refém do ranço da ditadura militar. Brasília buscava uma identidade, um espaço para a sua libertação e Renato Russo não permitia que nada se interpusesse entre ele e sua paixão: a música e a liberdade de pensamento.
            Tudo começa com a cena do acidente de bicicleta de Renato Russo mostrando uma das faces desconhecidas do cantor: ele sofria de uma doença grave nos ossos, que o deixava propenso a fraturas constantes e preso a uma vida cheia de restrição, tédio e livros. Mas seu inconformismo político e social encontra eco em alguns amigos e formam então a banda Aborto Elétrico.
Depois de um tempo de desentendimentos constantes com o baterista da banda desfaz o Aborto elétrico e faz uma tentativa de carreira solo para logo depois, por um golpe do destino, emplacar um rock mais amadurecido com a Legião Urbana e seus companheiros, Bonfá e Dado. Neste filme surpreendente ainda somos brindados com uma interpretação primorosa do ator Thiago Mendonça que convence tanto nos diálogos quanto cantando já que consegue cantar com um timbre muito próximo de Renato Russo.  
            Durante todo o filme os diálogos fazem referências a trechos das músicas escritas por Renato Russo e fica difícil não cantarolar todas elas durante o filme. As lembranças (e algumas lágrimas) rolam soltas em muitos dos expectadores. Também faz referencia a suas preferencias e dúvidas sexuais e emocionais entre meninas e meninos e seus problemas com o alcoolismo e drogas.    

            É importante destacar a fotografia da cidade, parada no tempo, vemos nossas quadras limpas, ruas de poucos carros, o bar Beirute com Cícero servindo a mesa (me emocionei pois conheço esse garçom lá do "Beiras" há 23 anos), a arquitetura moderna da cidade, as festinhas e shows dentro das quadras, um Pontão onde antes só havia um pequeno pier caindo aos pedaços e onde a personagem Aninha encontra Renato Russo arrasado e bebendo aos prantos pela morte de John Lennon. Uma época que, sem dúvida, deixa saudades, pela inocência, pela explosão do rock, trás boas e más lembranças, certamente muitas, e serve de alerta para valorizarmos esse nosso tempo de hoje porque todos os dias ,quando acordamos, não temos mais o tempo que passou... 

sábado, 4 de maio de 2013

POSTAGEM QUE FIZ NO CURSO DE LIBRAS....



Uma coisa que me fez meditar, lendo o primeiro texto A Alfabetização do individuo Surdo: primeiro em LIBRAS ou em Português? de Ana Carolina Siqueira Veloso...O surdo, na verdade, não vive pensando "poxa, eu sou surdo", ele tem que tocar sua vida, se relacionar, trabalhar, se comunicar. Portanto a língua mais natural para uma pessoa surda não é a lingua oralizada já que ele não escuta o que fala, não pode monitorar o que fala, ela não é natural para o surdo e por isso mesmo seu aprendizado é comprometido e sua utilização muitas vezes é frustrante...

O surdo entretanto tem muita consciência espacial e visual dominando melhor a Libras....Nós, ouvintes, temos a impressão de que pelo fato da pessoa não ouvir e portanto não poder usar o Portugues oralizado, ou não entender o Portugues como nós (já que para eles é uma segunda língua não natural), a faria menos capaz, menos qualificado...

Tive a experiência cruel de ouvir de uma colega de trabalho certa vez comentando sobre nosso colega surdo: "Ele é surdo mas até que é inteligente..."..mal sabe ela que nosso colega é certamente muito inteligente já que além de Libras,escreve em Português, lê lábios e passou num concurso público totalmente escrito em Português...

Na verdade não compreendemos que sendo o Portugues a segunda lingua de um surdo é normal que haja uma compreensão diferenciada desta lingua pelo surdo . Li nas aulas 04 e 5 que para eles seria proximo ao que sente um estrangeiro ao aprender o portugues MAS que teriam dificuldades pois não ouvem a lingua...mas acho que é muito mais. 

Se você prestar atenção em linguas que não tem proximidade com as nossas como o chines, por exemplo, verá que também não usam conectivos, que constroem frases de maneira bem diferente de nós, que não tem conjugação verbal...

Vejam um exemplo:

Em portugues: OLÁ VOCE QUER IR AO CINEMA COMIGO? 

Em chinês: Nǐ hǎo . Nǐ xiǎng bùxiǎng qù diànyǐngyuàn kàn diànyǐng ma?

Tradução literal : Voce bem! Voce quer não quer ir cinema ver filme (ma é partícula que transforma a afirmativa em pergunta por isso aparece no fim da frase) ?

E como se escreve isso em Mandarim? 

你好,你想不想去電影院看電影嗎?

OU seja...nem sempre só porque somos seres humanos construímos as frases das mesmas maneiras para expressar idéias semelhantes, então é realmente um grande preconceito ditado por seculos de ignorância e afastamento cultural assim: "Segundo a teoria sócio-interacionista,o meio social e o momento histórico é que determinam a língua e ela, por sua vez, a consciência do indivíduo e não sua formação biológica de modo estrito.".

Não podemos compreender o que não conhecemos, existe uma lacuna secular entre nossas culturas, a ouvinte e a surda, e cabe a nós, futuros professores tentar diminuir essa distância. 

E voltando a questão das diferenças entre línguas..a Libras seria assim uma lingua que o surdo pode se apropriar com tranquilidade, sem traumas,e portanto deveria ser prioritária em seu aprendizado. como diz o texto 1 "ela é a ponte para a compreensão do indivíduo surdo.", sem seu aprendizado e valorização o sujeito surdo fica perdido em uma cultura onde não encontra sua identidade. Aprendendo Libras o surdo abre sua consciencia e o habilita a aprender outra lingua, como o Portugues além de, o mais importante, capacita-lo para exercer o pensamento em sua plenitude.

Desta maneira Libras não é simplesmente uma "matéria" mas uma Lingua que deve ser desenvolvida logo no princípio da vida, na primeira infância, para possibilitar ao surdo desenvolver-se plenamente. 

Importante observação do texto diz que o surdo deve desenvolver o letramento ou seja compreender as palavras em seu contexto. Oras, quando um chines escreve em mandarim ele compreende que aqueles sinais, quadrados, riscos, curvas, juntos , formam os ideogramas...

Não há a menor semelhança com algo que seja uma letra...e há uma diferença crucial entre uma escrita baseada em ideogramas e nossa lingua baseada 
em escrita Alfabética e Fonética.
Esta consiste na representação dos sons de determinada língua pelas letras do seu alfabeto, mas nem sempre correspondendo exatamente ao som da língua. Assim, podemos dizer que nossa escrita não é exclusivamente fonética... mas na lingua ideográfica o símbolo gráfico ou desenho (signos pictóricos) formando caracteres separados e representando objetos, ideias ou palavras completas, associados aos sons com que tais objetos ou ideias são nomeados no respectivo idioma. Por isso, são necessários tantos símbolos quantos os objetos e ideias a exprimir. 

O que isso tem a ver com LIbras? Muita coisa! Da mesma maneira um surdo não consegue entender como passar para o papel uma língua que não domina.

Primeiro ele deve dominar aquela que mais se aproxima de sua realidade e de suas possibilidades, no caso LIbras. 


Aquela que mais facilmente o fará desenvolver sua capacidade cognitiva e construção de pensamentos e idéias.
Creio que o grande desafio seja o de compreendermos que a cultura surda não precisa deixar de ser surda para ser cultura. Que o surdo não precisa falar ou ouvir para ser respeitado como cidadão ou indivíduo. 
Que o surdo tem autonomia total para fazer o que precisa, com os instrumentos que tecnologicamente foram ou vierem a ser desenvolvidos mas principalmente com a mudança de nossa visão miope sobre o direito que eles tem de serem indivíduos, surdos, donos de uma lingua própria, de uma cultura, com gírias, piadas próprias, lazer surdo...
Certa vez soube de um festival de musica para surdos. Se encontram e curtem música, sentindo as batidas etc. Não fui mas pretendo ir já que tenho colegas surdos que já me convidaram em algumas ocasiões para participar do evento. Existe um shoping em São Paulo(que por acaso conheci) onde na praça da alimentação se reunem surdos para papear e trocar ideias, paquerar e curtir!
E já existem tecnologias que permitem ao surdo usar o telefone ou ao cego usar computadores, etc. Para ilustrar isso coloco mais abaixo informação a respeito do assunto. 
Mas ainda acredito que a verdadeira mudança deva acontecer dentro de cada um de nós. De como encaramos pessoas com deficiência. Não são inferiores, não são coitados, são diferentes apenas. E portanto devem ser respeitados em suas diferenças e atendidos em suas necessidades. 
Certamente o letramento e o conhecimento pelos surdos da lingua portuguesa (oralizada e/ou escrita) é essencial para diminuir nossas distancias culturais.. seria maravilhoso também se pudessemos desenvolver algum softaware para  "conversar" com surdos, assim como são os tradutores simultâneos...certamente teria que ser visual, com construção de frases em Libras....já existe? Não sei, teríamos que pesquisar...
Abraços fortes e cordiais a todos. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

FIM DO MUNDO...QUEM SABE? EU PREFIRO AINDA TER A ESPERANÇA DE QUE VAMOS CONSEGUIR PERMANECER NUM PLANETA CHEIO DE VIDA.


AMIGAS E AMIGOS...NO INÍCIO DO ANO EU DISSE QUE ESTE SERIA UM ANO CONVULSO...O ANO DA SERPENTE...UM ANO DE MUDANÇAS BRUSCAS MAS DE APRENDIZADO. 
INFELIZMENTE, APRENDEMOS MUITAS COISAS TOMANDO TOMBOS. E TALVEZ ESSE SEJA UM DAQUELES BONS TOMBOS HUMANOS QUE FARÃO MUDAR MUITA COISA E PRINCIPALMENTE COMO VEMOS A VIDA E O NOSSO PLANETA. 
NÃO DESEJO A GUERRA. ORO A DEUS PELA PAZ. MAS VEJO QUE AS PESSOAS LOUCAS TEM GANAS DE FAZER SURGIR E BROTAR O SANGUE DO CHÃO, OUVIR LAGRIMAS E VER  VIDAS SEREM DESPEDAÇADAS...
A ESPERANÇA SE FORTALECE APENAS EM DEUS, NA LUZ QUE CERTAMENTE BUSCA CLAREAR AS MENTES TURVADAS PELA RAIVA E PELO RANCOR. 
QUALQUER ACORDO É MELHOR QUE UM DESACORDO E PODEMOS TER CERTEZA DE QUE CADA DIA CONTINUARÁ SENDO MELHOR SE PUDERMOS PERMITIR À VIDA QUE ELA CORRA SEU CAMINHO COMO DEVE SER. 
IMPEDIR O RIO DE CORRER SEU RUMO É IMPEDIR A NATUREZA DE COMPLETAR SEUS CAMINHOS. ASSIM TAMBÉM O MUNDO NÃO É DONO DA VIDA, NEM SENHOR DA MORTE E NÃO DEVE PROCURAR MANTER CATIVOS AO MEDO TODOS OS SERES DA TERRA...

VAMOS ORAR, PEDIR JUNTOS PELA PAZ. TORCER PELO MELHOR E AGRADECER, CASO DEUS TENHA MISERICÓRDIA DE NÓS, PARA PODERMOS CONTINUAR NOSSA JORNADA NESSE PLANETA JÁ TÃO CONVULSO POR DISTORÇÕES, VIOLÊNCIAS, EGOCENTRISMO, RAIVA E CEGUEIRA...
O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER..O PIOR VISIONÁRIO É O QUE SÓ VÊ SEU PROPRIO UMBIGO...

terça-feira, 9 de abril de 2013

POSTAGEM EM NOSSO FORUM DE ESTUDOS DE LETRAS - UCB - O DEBATE NOS ENRIQUECE!

Caros Clemilda, Wilma e Leonardo,

Segue abaixo um pequeno trecho de Marcos Bagno pra nossa reflexão. Penso que vale a pena também ler Sírio Possenti neste aspecto.
(...) Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe sim à
escola ensinar aos alunos o que eles não sabem!
Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento. Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro. É dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles — se
julgarem pertinente, adequado e necessário — possam vir a usá-la
TAMBÉM.

Marcus Bagno , em 16.05.2011: POLÊMICA OU IGNORÂNCIA?DISCUSSÃO SOBRE LIVRO DIDÁTICO SÓ REVELA IGNORÂNCIA DA GRANDE IMPRENSA.
Universidade de Brasília
www.marcosbagno.com.br

MINHA RESPOSTA:
 
Caro colega Jorge, Professora e colegas!
 
Perfeita essa reflexão do Professor Bagno e que certamente só vem ao encontro do que é, como ele mesmo disse, o óbvio, mas que muitas vezes por uma mania de sermos "populistas", “bonzinhos”, “liberais” queremos renegar o conhecimento da gramática culta a algo burguês, desnecessário, sectário,  que humilharia os nossos alunos e seria algo inútil ou desnecessário.
Ridículo. Quando ouço as falas de nosso Ministro Joaquim Barbosa me pergunto se ele falasse "pra mim aprová essa lei" se consideraríamos bonito ouvir isso, ou nos chocaria...
Acho comum associarmos o conhecimento da língua portuguesa ao fato das pessoas terem acesso a boas escolas já que vivemos um país com o ensino público sucateado, escolas destruídas, professores mal pagos, violência na escola e uma profissão que se tornou pouquíssimo atrativa de alguns anos para cá (somente 5% dos estudantes pretendem ser professores!).
Não é porque uma pessoa tem origem humilde, filho de pessoas humildes, estudante de escola pública como o Ministro Joaquim Barbosa que, necessariamente, ira estar restrito para o resto de sua vida a uma variedade linguística X ou Y e que lhe será negado o direito de conhecer outras formas e aprender a norma culta para, como disse também o Professor Bagno “se julgarem pertinente, adequado e necessário — possam vir a usá-la”.       
Certamente, o menino Joaquim Barbosa teve em sala de aula um professor que mostrou a ele as letras e exigiu dele bons resultados. E, claro, o menino Joca (seu apelido de infância) ouviu e se esforçou. Ninguém chega ao alto da montanha sem suar.
Estou preocupada com a nova política do governo de passar alunos de ano mesmo sem terem nota! Progressão continuada? Ensino sucateado, método criado para fingirmos que os alunos aprendem enquanto fingimos que ensinamos?
Ou um método mais tranquilo, em que a duração destes ciclos dá ao aluno uma oportunidade mais longa para aprender e recuperar o conhecimento que ficou para traz? Eu, particularmente, sou contra totalmente esse ensino com progressão continuada. Falta respeito ao aprender realmente, ao esforço de melhorar.
Queremos passar a mão na cabeça dos estudantes e esquecemos que devemos também força-los a aprender, mostrar a eles que o suor e o esforço tem sua recompensa, que nada virá assim, gratuitamente, sem dedicação ao estudo.
Alguns professores e educadores afirmam que poderia ser produtivo se fosse acompanhado individualmente mas não é, não há um olhar para o processo de aprendizagem. Já outros acreditam que retirando a reprovação e ajudar na aprendizagem, ensinar a aprender.
Mas não é porque uma pessoa tem origem humilde, filho de pessoas humildes, estudante de escola pública e que, como o Ministro Joaquim Barbosa que, necessariamente, ira carregar para o resto de sua vida uma variedade linguística e lhe será negado o direito de conhecer outras formas e aprender a forma culta para, como disse também o Professor Bagno “se
julgarem pertinente, adequado e necessário — possam vir a usá-la
”.
Gostaria também de observar que, mesmo nós, alunos de Letras, cometemos erros crassos e devemos estar atentos. A responsabilidade de sermos futuros educadores pede a nós um esforço extra para nos tornarmos mais letrados,  mais interessados pela nossa Gramática, pela grafia correta das palavras, por uma concordância verbo nominal mais reta. Todo dia me pergunto: o que eu posso fazer para ser melhor, como pessoa, mãe e futura educadora? A estrada é longa, exige esforço, temos medo de errar, mas o importante é continuar.
 
abraços a todos !
Agnes Maia
 
 
 foto do ministro Joaquim Barbosa - Presidente do Supremo Tribunal Federal
Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado
"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez" Jean Cocteau