terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Elke Maravilha - uma Mulher especial de uma beleza exóticamente simples.



Tenho certeza que poucas vezes voce a viu assim, jovem e bela. Bela sempre foi e será mas jovem ela não é mais......bem ninguem é jovem para sempre, pelo menos não fisicamente.
Eis que fiquei sabendo um pouco da vida desta mulher extraordinária.
Inteligente, culta, poliglota, viajada, corajosa e louca! Sim louca pela vida, pela ousadia de falar o que pensa, de agir da maneira como quer, de por as roupas que lhe falam à alma.

E mais, uma defensora da justiça! Sim, ela também pagou sua parte pela liberdade de expressão no Brasil durante os anos de chumbo da ditadura. E pasmem, fiquei sabendo disso vendo um filme sobre a luta de Zuzu Angel, outra heroína que lutou para esclarecer a prisão, tortura e desaparecimento de seu filho Stuart Angel.
Vejam:
"Elke viu espalhados pelo saguão do aeroporto cartazes que listavam Stuart Angel como "procurado". Era um estratagema oficial para negar sua morte e o ocultamento de seu corpo, que havia sido jogado ao mar.
Esbravejando contra a hipocrisia da atitude, Elke rasgou cartazes e foi então detida e encaminhada ao Dops (Delegacia de Ordem Política e Social).
No filme, o episódio termina aí. Em entrevista à Folha, Elke relembrou os seis dias que passou presa e sob interrogatório.
"Fui colocada com quatro subversivas e duas meninas reféns. Elas eram filhas de um subversivo e foram presas para forçá-lo a se entregar", diz.
Quando percebeu que "a barra estava bem pesada", Elke adotou uma estratégia: "Resolvi enlouquecer. Quando ia ser levada para interrogatório, eu pintava a sobrancelha com um lápis verde que tinha, desenhava uma boca imensa com batom e enchia a cara de rouge."
Além de desafiar pela aparência, a modelo procurava desconcertar os interrogadores com atitudes inconstantes. "Eu dava de inteligente, de burra, de maluca... Eles ficavam sem chão comigo, coitadinhos."
A reportagem pergunta se "coitadinhos" é uma força de expressão ou se Elke de fato sente pena dos repressores. Conhecedora do idioma grego, ela recorre à etimologia da palavra "tirano" para explicar seu sentimento: "Tirano em grego significa porteiro. Ou seja, o pequeno poder. O verdadeiro poder não mostra poder", diz.

Para a guerra
Feitas as contas, Elke estima que seus seis dias de detenção no Dops foram quase nada. "Meu pai viveu sob a ditadura de Stálin. Fui preparada para a guerra. O que são seis dias no Dops?", compara."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3007200612.htm




http://www.documentosrevelados.com.br/repressao/elke-maravilha-uma-mulher-forte-capaz-de-um-ato-heroico-nos-anos-de-chumbo/

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