quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A "NOVA" MODA DE ESCREVER LIVRINHOS DE SACANAGEM PARA DONAS DE CASA (VOCES SE LEMBRAM DE SABRINA)

Essa moda de escrever livros de sacanagem (proto sacanagem também vale) para donas de casa não é novidade. Há muitos anos já era normal ver donas de casa folheando escondidas e empregadas domésticas folheando abertamente as revistinhas eróticas de banca como Sabrina, Bianca ou Julia com suas histórias picantes de amores proibidos, sensuais e eróticos entre moçoilas e heróis sexies...
Inclusive o cara que fazia as capas ficou famoso pois fez não sei quantas mil capas destas revistinhas. Elas alimentavam este lado sexual e erótico mal muitas vezes mal resolvido e pouco estimulado da maioria das mulheres e assim vendiam como água.
Agora, anos depois,surgem umas publicações "chiques" metidas e intelectuais e "inovadoras" com temáticas eróticas mas que tratam de coisas "novas" como sadomasoquismo, submissão sexual, taras e fetiches.
Não verdade nada mudou e ainda se trata de entreter de maneira superficial e boba as donas de casa ou solteiras que não se conheceram sexualmente e nem foram estimuladas para a atividade sexual em diferentes nuances de cinza, azul, amarelo ou qualquer cor que seja. 
E tampouco quer dizer que vamos nos tornar mais evoluídas sexualmente e de uma hora pra outra passar a falar de sexo naturalmente e não como um tabu das rodinhas de amigas.
Entretanto o que eu consigo ver nisso tudo é principalmente o quanto o sexo reflete o tempo que o homem, neste caso a mulher, vive. Nos anos 70 e 80 vivíamos a libertação sexual mas ainda tínhamos um pensamento bem romântico do amor, fruto dos idos anos 50/60. 
Queríamos sexo (um sexo mais convencional,é verdade) mas queríamos muito mais o amor, muito amor e sim, muiiiiito romance com final feliz, beijos e abraços demorados. Assim os parceiros sexuais destas mocinhas de livrinhos brochura eram fortes, protetores, carinhosos, românticos, de cabelos compridos, camisas abertas e palavrório doce e meloso. 
Com tiragens que passavam de 600 mil exemplares por mês esses livrinhos influenciaram gerações de mulheres que buscavam ali o romance e o tesão que não conseguiam expressar nem encontrar na cama.
Agora, entretanto, o foco parece ser outro. Vemos mulheres que leem histórias da protagonista que busca se realizar como escrava sexual de um homem dominador e sádico, o Sr Grey (oh grey é cinza em inglês, que criativo ...), e assim buscam uma nova "estética" do amor moderno. Um amor onde primeiro você quer sexo, sexo forte, pegada forte e depois...depois voce quer amor! Assim o que a gente pode concluir?
Que as mulheres não mudaram! Continuam com dificuldade de se expressar sexualmente, continuam considerando certas manifestações sexuais um tabu, continuam buscando situações que no final das contas levam a um amor romântico, mesmo que tenha sido iniciado na base da porrada, do sado maso, da humilhação...
Recomendo a leitura de Anaís Nin, esta sim verdadeiramente a frente do seu tempo, dando uma conotação linda, forte e onde a mulher é quem desfruta da descoberta do seu sexo ativamente, se libertando sexualmente e emocionalmente. 
Vale a leitura!

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